Projetos

Desenvolvimento de uma ferramenta metodológica para identificação e avaliação dos serviços dos agroecossistemas – aplicação ao contexto do Cultivar

Para a identificação e caracterização de Serviços dos Ecossistemas (SE), existem essencialmente 3 sistemas de classificação internacional: o Millennium Ecosystem Assessment (MA, 2005), o The Economics of Ecossystems and Biodiversity (TEEB) e o Common International Classification of Ecosystem Services (CICES). Estas classificações foram construídas seguindo um processo evolutivo, tendo por isso muitas semelhanças. Nesse sentido, a seleção do sistema de classificação está por norma relacionada com o contexto e objetivos do projeto, sendo que, no âmbito do Cultivar será seguida a classificação CICES – versão 5.1, amplamente utilizada na UE, e que vai ao encontro das orientações metodológicas produzidas pelo grupo de trabalho MAES – Mapping and Assessment Ecosystem Services in Europe. O referido sistema inclui 3 categorias principais: 1. serviços de provisionamento; 2. serviços de regulação e suporte e 3. serviços culturais.   

A identificação, avaliação e monotorização dos serviços dos ecossistemas é um tema complexo e multidisciplinar, sendo a sua implementação prática no território, um dos grandes desafios do projeto. Nesse sentido, está a ser criado um Guia Metodológico adequada ao contexto, escala e objetivos do Cultivar, que poderá ser replicado em casos de estudo semelhantes. O guia tem por base algumas das ferramentas metodológicas desenvolvidas recentemente (ex.: TESSA toolkit; Canadian Ecosystem Services Toolkit; ValuES, entre outros) mas que, por terem uma elevada abrangência, é necessário serem adaptadas. 

À semelhança dessas ferramentas, o Guia segue uma abordagem por fases (‘tier approach’), que incluí uma fase inicial e transversal aos 3 tipos de serviços, nomeadamente o mapeamento dos ‘stakeholders’ (partes interessadas) e de ‘Screening’, que pretende identificar os principais serviços prestados pelos agroecossistemas identificados nas janela de paisagem e Recursos Genéticos Endógenos (RGE) selecionados. Neste âmbito, ter-se-á em conta tanto os SE relevantes para os RGE como os serviços providenciados pelos próprios recursos.

Com base no ‘screening’ inicial, e tendo por base metodologias participativas e selecionados os SE prioritários que serão posteriormente avaliados e monitorizados de forma mais detalhada. Para tal, serão selecionados indicadores SMART (Specific, Measurable, Attainable, Relevant e Time Bound), identificadas as fontes de dados a utilizar (primárias, i.e., a serem recolhidas pela equipa e/ou secundárias, i.e., bases de dados já existentes), bem como os métodos de recolha e análise de dados.

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