Projetos

Uma abordagem integrada na análise da relação entre enxertos e porta-enxertos de amendoeira

A amêndoa, Prunus dulcis (Mill.) D.A.Webb, é um dos frutos secos mais consumidos no mundo devido ao seu alto valor nutritivo e benefícios para a saúde humana. Em Portugal, a cultura da amendoeira é tradicionalmente uma cultura de sequeiro nas regiões do Algarve e Trás-os-Montes e Alto Douro, mas recentemente surgiram novos pomares, em sistemas de regadio, noutras regiões como a Beira Interior e o Alentejo. As variedades de amendoeira cultivadas são geralmente enxertadas para aumentar a produção e melhorar a qualidade dos frutos. A seleção do porta-enxerto adequado para um enxerto e para as condições específicas do solo é extremamente importante, influenciando não apenas o vigor da árvore, a ancoragem e a data de maturação para a colheita, mas também desempenhando um papel crucial na tolerância aos stresses bióticos e abióticos e consequente desempenho agronómico.

Neste contexto, surge com particular relevância a necessidade de uma análise integrada dos sistemas enxerto/porta-enxerto em amendoeiras, abordando os aspetos fisiológicos e moleculares desta interação desde a fase de propagação da planta até à sua implementação, avaliação experimental e fases produtivas no campo.

Este projeto está a ser desenvolvido no âmbito da rede para o desenvolvimento sustentável do setor agroalimentar da Região Centro (CULTIVAR), com outros projetos em curso sobre abordagens multifuncionais à dinâmica dos serviços dos ecossistemas em sistemas de produção de Prunus sp. Com o Centro de Ecologia Funcional – Ciência para as Pessoas e o Planeta (CFE, http://cfe.uc.pt) como instituição de acolhimento, e em colaboração com o Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo (CEBAL, http: / /www.cebal.pt/index.php), os principais objetivos a atingir são:

  1. Optimizar os protocolos de micropropagação e microenxertia para a conservação e produção de germoplasma seleccionado com qualidade fitossanitária assegurada.
  2. Fenotipar diferentes combinações enxerto/porta-enxerto sob condições de stresse.
  3. Identificar reguladores metabólicos e de expressão genética envolvidos na interação enxerto/porta-enxerto/ambiente.
  4. Obter plantas (micro)enxertadas vigorosas para implementação futura em campos experimentais e sistemas de produção.

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